terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Estou lendo um livro fantástico. Brasil - Coração do mundo, pátria do Evangelho, por Francisco Cândido Xavier.
Quem o lê, sente ainda mais orgulho de ser brasileiro. Vou falar um pouco sobre ele...

O senhor, vendo que seus ensinamentos no velho mundo estavam desorientados entre os povos de tal área, resolveu consagrar o território fronteiriço com a África, conhecido como o novo mundo, como um lugar propício ao germinar de grandes realizações espirituais, de ensinamentos e progresso. Portugal seria a nação a "descobrir" esta terra desde já muito abençoada pela luz do Senhor, sendo onde viria a reencarnar um missionário, o Henrique de Sagres, de quem partiria as ambições para o descobrimento de terras maravilhosas, já vistas há muitas encarnações por seus olhos espirituais, e que, nesta encarnação, ele sabia existir. A partir de Portugal, "a terra do Evangelho floresceria para o mundo inteiro". Esses planos ganharam força e, em 1500, Cabral, na sua rota para as Índias, foi inspirado a desviar o caminho em busca dessas terras maravilhosas. Começa aí, a jornada da promissora nação brasileira.


Agora, transcrevi do livro algumas passagens que me chamaram a atenção:

" O heróico Infante de Sagres operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além dos mares. O elemento indígena foi chamado a colaborar na edificação da pátria nova;
almas bem-aventuradas pelas suas renúncias se corporificaram nas costas da África flagelada e oprimida e, juntas a outros espíritos em prova, formaram a falange abnegada que veio escrever na Terra de Santa Cruz, com seus sacrifícios e com os seus sofrimentos, um dos mais belos poemas da raça negra em favor da humanidade.
Foi por isso que o Brasil, onde confraternizam hoje todos os povos da Terra e onde será modelada a obra imortal do Evangelho do Cristo, muito antes do Tratado de Tordesilhas, que fincou as balizas das possessões espanholas, trazia já, em seus contornos, a forma geográfica do coração do mundo."


" A região do Cruzeiro, onde se realizará a epopéia do meu Evangelho, estará, antes de tudo, ligada eternamente ao meu coração. As injunções políticas terão nela atividades secundárias, porque, acima de todas as coisas, em seu solo santificado e exuberante estará o sinal da fraternidade universal, unindo todos os espíritos. Sobre a sua volumosa extensão pairará constantemente o signo da minha assistência compassiva e a mão prestigiosa e potentíssima de Deus pousará sobre a terra de minha cruz, com infinita misericórdia. As potências imperialistas da Terra esbarrarão sempre nas suas claridades divinas e nas suas ciclópicas realizações. Antes de o estar ao dos homens, é ao meu coração que ela se encontra ligada pra sempre. - diz Jesus.

E foi assim que o minúsculo Portugal, através de três longos séculos, embora preocupado com as fabulosas riquezas das Índias, pôde conservar, contra flamengos e ingleses, franceses e espanhóis, a unidade territorial de uma pátria com oito milhões e meio de quilômetros quadrados e com oito mil quilômetros de costa marítima. Nunca houve exemplo como esse em toda a história do mundo. As possessões espanholas se fragmentaram, formando cerca de vinte repúblicas diversas. Os estados americanos do norte devem sua posição territorial às anexações e às lutas de conquista. A Louisiana, o Novo México, o Alasca, a Califórnia, o Texas, o Oregon, surgiram depois da emancipação das colônias inglesas. Só o Brasil conseguiu manter-se uno e indivisível na América, entre os embates políticos de todos os tempos. É que a mão do Senhor se alça sobre a sua longa extenção e sobre as suas prodigiosas riquezas. O coração geográfico do orbe não se podia fracionar. "

Fascinante, não?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

"É dificil enxergar as coisas quando se tem ideias formatadas... Como é fácil enquadrar as pessoas e as situações quando a gente ouve e entende o que quer. Sim, as pessoas têm seus repertórios, suas "teses", suas vivências. Pena quando elas são usadas somente para reforçar posições e discursos e, não, para buscar o entendimento das coisas, do que as outras pessoas pensam e buscam."

Jornal Nacional - Modo de fazer