sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Do que sou feita, é algo a ser pensado.
Não tenho muita história, não tenho tanto a contar. Não pude ter muita coisa que queria ter. Mas, hoje, possuo o suficiente pra entender qual o sentido da vida. Feliz sou, por ter as pessoas que tenho ao meu lado. O futuro é incerto. Por quanto tempo as terei, não se sabe. Mas a validade da vida está nessa capacidade de saber se adaptar à mudanças e surpresas, e, acreditando nisso, dá pra passar muito bem.
Família, amigos, cotidiano. Problemas e alegrias. Tudo é muito trivial. Adequado seria tirar algo novo da trivialidade, enxergar além, considerar que o bom se renova a cada momento e que o ruim é uma sentença que não nos escapa. Feliz aquele que entende disso, que não espera nada além do essencial, que encontra e reencontra a felicidade onde já sabia existir. Que se faz importante da maneira nua e crua, que reconhece o valor de alguém ou alguma coisa por um caminho singular e íntimo.
Ah..os males. Todo mundo sabe que não há mal que não venha para o bem...e não é verdade? Como diria Manuel Bandeira:
" Se fosse dor tudo na vida,Seria a morte o sumo bem.Libertadora apetecida,A alma dir-lhe-ia, ansiosa: - Vem! "
Não somos feitos desse cruciante pessimismo. Seria ótimo se possuíssemos a receita do reerguimento, mas, sendo assim, que sentido haveria na nossa estada aqui na Terra? Haveria espaço para a superação, para a satisfação, para o orgulho e para o crescimento? Sim..não há escola melhor do que a escola da vida. Da tarefa de casa, literalmente, podemos tirar nossa base para enfrentar o que vier, pondo em prova nossa capacidade de discernir os fatos e tirar sempre o melhor deles.
Podemos sim ser felizes, à nossa maneira. Tanta dor, tanta tragédia e tanto sofrimento que há no mundo, ainda não nos impede de buscar e acreditar no melhor. O que temos é a nossa dádiva. Reconheçamos isso e, assim, vamos ser felizes com o que nos couber. Vamos esquecer do que vem depois. Vamos amar como pela última vez. Vamos dar crédito ao que sentimos e ao que queremos. Tudo é tão simples...basta acreditar e querer.

terça-feira, 9 de setembro de 2008





Quero mais que poder sonhar
Hei de me alimentar da certeza que um dia me guiará
E, sem sequelas, trará luz ao meu caminhar.


Quero ter certeza de que nada foi em vão
A cada passo, um desconhecido
Um vazio na experiência
Um calor na provação


Tudo ao que iremos chegar não tem nome
Rumo ao desejado, tudo vem ao contrário
Até que lidamos, enfim, com o destino infiel
Que une, separa, rejeita e aproxima
E faz das certezas um lugar à parte
Sentencionado pelo mais involuntário desígnio universal.

domingo, 7 de setembro de 2008

ACROSS THE UNIVERSE

Um filme maravilhoso, com uma música perfeita, de uma banda perfeita!

There's nothing you can do that can't be done

Nothing you can sing that can't be sung

Nothing you can say, but you can learn how the play the game

It's easy

There's nothing you can make that can't be made

No one you can save that can't be saved

Nothing you can do, but you can learn how to be you in time

It's easy

All you need is love

All you need is love

All you need is love, love

Love is all you need

Love, love, love

Love, love, love

Love, love, love

- Um filme lindo, dirigido por Julie Taymor (dirigiu, entre outros, o filme Frida (2002) e o musical da Broadway - O Rei Leão (2006). ) , em que um casal apaixonado se envolve nos movimentos da contracultura de Liverpool nos anos 60. Com Evan Rachel Wood e Bono no elenco. Recebeu uma indicação ao Oscar.

Vale muito à pena! Numa mistura de cores intensas e músicas dos Beatles ♥ , já é um sucesso! Assistam :)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Minhas razões


Canto, danço e amo
Como quem expressa a misteriosidade dos sentidos
Das paixões, dos desejos
Amo tudo aquilo em que me vejo
Amo cada pedaço de essência minha a que encontro
Danço, sinto-me planar
Sinto a minha missão, a minha felicidade
Atribuições de outras vivências
Reminiscências desencontradas
Certezas guardadas

Canto por amar
Canto por amar a beleza das coisas
Canto pra dançar
E pra fugir de toda e qualquer melancolia
Sentir que nada é mais belo
Do que a plenitude da minha alma.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Caindo no escuro

Amor, amor.. quão famoso você é
Tento entender a tua importância, e me vejo perecendo diante desta
Não entendo ainda, pra que tanta urgência, mas necessito..
Necessito experimentar o que meu corpo chama e minha alma pede

Passo a passo descubro as vantagens do escuro, procuro me instalar nele
Opção? Não.
Talvez necessidade

Amor, amor.. pra que tanta confusão?
Esse mistério é charme, é inteligência submissa
Busco o mais belo e encontro a valorização do supérfluo
Da esperança meu corpo se ergue, sabendo da sentimental prova de fogo
Talvez tu sejas belo demais para se permitir ser enxergado diante da desajustada vivência
E talvez só aqueles que pouco desejam possam te encontrar .



Meu primeiro poema, espero que apreciem. Beijos